A
técnica de drenagem linfática foi publicada em Paris em
1936 pelo Dr.Vodder e nas, ultimas seis décadas várias
contribuições foram acrescentadas.
Foi a partir de sua experiência em massagem que
Vodder observou a melhora clínica de
linfonodos na região
cervical , quando estimulados manualmente.
Esses achados representaram o início de
um trabalho que levou a sistematização
de uma técnica e que foi denominada drenagem linfática
manual.
É um tratamento indicado para qualquer
tipo e grau de linfedema. O objetivo final é remover o
excesso de proteína plasmática do
interstício celular, restaurando o equilíbrio
entre a carga de protéica linfática e a capacidade de
transporte do sistema linfático.
É importante salientar que o termo
massagem vem do grego (amassar) e se define
como prensar com as mãos ,
amassar as diferentes partes do
corpo para relaxar os músculos. Drenagem
é uma palavra de origem inglesa e pertence ao
léxico da hidrologia : consiste em evacuar um
pântano do seu excesso de
água por meio de caneletas que desembocam
em um coletor maior, que por sua
vez desemboca em um poço ou em um curso de água.
Na
drenagem linfática as manobras são
suaves e superficiais , não
necessitando comprimir os músculos, e sim
mobilizar uma corrente de líquido
que está dentro de um vaso linfático em nível
superficial e acima da aponeurose. Com relação
à pressão da mão sobre o corpo é
universalmente reconhecida que essa
deve ser leve para não produzir o
colapso linfático.
Drenagem linfática e massagens são duas coisas distintas
,portanto para se realizar a drenagem linfática
manual deve – se ter consciência de
que está drenando para isso não há necessidade de
movimentos fortes de compressão.
A drenagem linfática manual consiste em
movimentos de deslizamento sobre o
trajeto dos vasos linfáticos e de
compressão nas regiões dos linfonodos . É uma
técnica toda sistematizada , cujos movimento
devem ter uma seqüência
correta com sentido e estratégia
bem definidos.
Deve – se, inicialmente, realizar mecanismos de
abertura da circulação, com desobstrução dos nódulos
linfáticos e realização das
manobras , primeiro no segmento proximal
para depois realizá-la no distal, mas
sempre com as manobras em sentido
distal-proximal.
Efeitos
secundários decorrentes da drenagem são:
·
Ação sobre o sistema nervoso vegetativo produzindo
estímulo parassimpático causando relaxamento;
·
Ação sedativa sobre os reflexos álgicos;
·
Ação sobre os gânglios com efeito imunológico.
Em resumo a drenagem linfática representa importante
instrumento terapêutico no linfedema. Deve porém,
ser realizada de maneira adequada e por profissionais
capacitados.
Indicações
:
·
problemas vasculares : varizes, inchaços em membros,
peso, cansaço nas pernas ;
·
problemas musculares em geral como
tensão, estresse, dores na
coluna, cefaléia tensional.
A drenagem também é fundamental no pré e pós –
operatório.
Contra Indicações ;
Existem contra – indicações absolutas e
relativas. As absolutas são aquelas onde:
Está
proibido realizar a drenagem linfática, pois
pode agravar o quadro. As relativas são aquelas
onde a drenagem linfática não irá produzir resultados.
1.
Absolutas:
·
febre
·
infecções agudas
·
neoplasias
·
bacteremias
·
viremias
·
eczema agudo
2.
Relativas:
·
insuficiência cardíaca
·
insuficiência renal
·
anemia protéica
·
TVP (trombose venosa profunda)
Em
nossa clínica damos preferência ao método manual de
drenagem que achamos mais eficiente, apesar de existir
aparelhos especialmente criados para o procedimento.